
lisieux
Meu verso, amado,
também nasce torto
e eu me contorço
para consertá-lo.
Por mais que eu tente,
esse demente exala
a emoção do amor,
por um segundo...
E cala.
Meu verso, amado,
é frágil, prematuro,
um nascituro
rebento, feio e fraco.
Nele destaco
o amor que, como ele,
gerado foi por tempo
inadequado...
E não sobreviveu:
morreu de parto.
BH - 08.11.05
00.45
Escrito por lisieux às 02h25
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