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SONS DA MADRUGADA
lisieux

Sombrios sustos,
sótãos assombrados
e eu, seguindo só,
sórdida, sombra.

Saudade surda
bate forte
nas soleiras,
nas cancelas,
nos portais...

Sinistros são os sons
da madrugada.

Enorme
é a minha solidão.

E a alvorada tarda:

es
   cu
      ri
        dão...

SBC - 05.04.05



Escrito por lisieux às 02h36 [ ] [ envie esta mensagem ]





P(r)O(f)ETA
Valéria Tarelho

Apaixonei-me por um tipo estranho. À primeira vista, parece humano, mas, embora a similitude, existem grandes diferenças. Imperceptíveis, visíveis, apenas, a olhos de Lua grávida, como os meus.
 
A cabeça da criatura flutua a um palmo do tronco. No alto, onde seriam os cabelos, paira uma névoa de interrogações e exclamações. Reticências e et ceteras, ocasionalmente, quando resolve mudar o estilo. No lado direito da face, há uma lágrima perene — de sangue. No esquerdo, um sorriso a meia-boca, externiza uma gama de sentimentos: da felicidade plena, ao riso contrafeito. Os pés de meu amado parecem não tocar  o chão, dando-lhe a impressão de levitar. Tem mãos delicadas — de pluma — e asas nas pontas dos dedos — em todos os três. Possui seis sentidos. O sexto, é complemento dos demais; assim: enxerga, ouve, toca, sente, pressente... além de nossa capacidade, de pobres mortais. Sua alma geme plangente.
 
Nessa espécie diferente, mesmo os machos, geram filhos. O período de gestação é indefinido. Pode ser longo, ou breve. Pode ser um parto doloroso, ou indolor. E sempre natural, mesmo quando induzido, ou a fórceps. Também podem ser multíparos.
 
Tipo esquisito! Teândrico. Ou de algum outro planeta. Ou ambos.  O certo é que, por ele, caí de encantos. Cupido, certeiro — e arteiro —, atirou-me a seta de ponta dourada. Acertou-me em cheio. Apaixonada — diria até enfeitiçada —, vejo beleza na estranheza (que só a meus olhos aluados, ele expõe).
 
Não sei se obra do acaso, ou, se escrito nas estrelas, aquele ser fez de mim sua eleita. A predileta. E revelou-me seu segredo numa sexta-feira de Lua plena: o lugar de onde veio chama-se Poesia. Habitado por poetas — seres tão estranhos quanto.

 -  Pensando aqui no que publicar no meu primeiro dia de volta à casa, deparei-me com essa maravilha da Valéria. Taí. Presente de final de semana procês.
Beijocas
lis -



Escrito por lisieux às 00h41 [ ] [ envie esta mensagem ]





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