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FINALMENTE!

Finalmente, terminei o meu curso de Teologia! Abaixo, duas fotos, que ficaram horríveis (a minha máquina pifou!), mas que servem pra marcar o dia e para compartilhar a minha alegria com vocês.

    

(Autoridades Acadêmicas e Eclesiásticas)

Agradeço a Deus, à Faculdade de Teologia, à minha Igreja, aos meus familiares e aos amigos que aturaram a minha falta de tempo e o meu constante mau-humor, principalmente na época da confecção de minha monografia.

Valeu, amados!

Beijocas

lis



Escrito por lisieux às 12h31 [ ] [ envie esta mensagem ]





AVESSO

lisieux

 

 

E tu chegaste, virando o meu mundo pelo avesso, revertendo o rumo das marés e fazendo o sol nascer à meia-noite.

Bagunçaste o meu coreto, abalaste as minhas estruturas, provocaste um terremoto nas minhas entranhas.

Tu rompeste a barreira do som e ribombaste em meus ouvidos; viajaste à velocidade da luz e chegaste, centelhas, aos meus olhos, iluminando tudo;

E tu chegaste e modificaste a minha vidinha repartição-pública, tornando-a profissional liberal, sem hora, senhora do meu nariz, dona do mundo.

Chegaste furacão, tufão, maremoto, soprando ventos, agitando ondas, movendo as placas tectônicas...

E eu, poeira cósmica, partícula estelar, centelha infinitesimal, zero á esquerda, saltei espaços, viajei eras, atravessei séculos...e, cá estou, nos teus braços: inteira, refeita, perfeita... mulher!

 

BH -

Escrito por lisieux às 16h57 [ ] [ envie esta mensagem ]





lisieux

Meu verso, amado,
também nasce torto
e eu me contorço
para consertá-lo.
Por mais que eu tente,
esse demente exala
a emoção do amor,
por um segundo...
E cala.

Meu verso, amado,
é frágil, prematuro,
um nascituro
rebento, feio e fraco.
Nele destaco
o amor que, como ele,
gerado foi por tempo
inadequado...

E não sobreviveu:
morreu de parto.

BH - 08.11.05
00.45



Escrito por lisieux às 02h25 [ ] [ envie esta mensagem ]





PRESENTES

      Violão abandonado - Martha Allemand

HTTP://www.geocities.com marthallemandOLEO2.htm

lisieux

Dei-te, meu amor
não os meus primeiros
e inocentes
anos de adolescente.

Não te dei também
meus beijos inexperientes,
nem os maravilhosos,
coloridos, planos
de minha mente...

Dei-te, ao contrário,
muitos desenganos
acumulados,
no meu dia-a-dia,
dolorosamente...

Dei-te maduros anos,
orvalhados,
dei-te o cair das folhas
outonais...
dei-te o sopro
da aragem matutina,
a minha alma pura,
cristalina
e dei-te, amado,
muito, muito mais...

Dei-te o ocaso
das minhas primaveras
as minhas doces
lembranças
e quimeras
as desbotadas sombras
dos meus dias

E finalmente,
dei-te, sem pesar,
cada minuto
das horas de prazer
o alvorecer
sereno
depois das noites
de supremo amor.

Dei-te momentos de riso,
e de alegria,
o meu  abraço,
minha companhia...
o meu consolo
para o teu sofrer...

E dei-te a última,
sonora melodia,
que entoou o violão
plangente,
que agora jaz calado

eternamente...

BH – 08.08.04



Escrito por lisieux às 21h15 [ ] [ envie esta mensagem ]





DOUTOR

lisieux

(para o meu amigo médico-poeta Paulo Camelo)
lisieux
 

D  oenças várias, mais de mil sintomas,
O  ndas de frio, ou de calor intenso,
U  lceras gástricas, até carcinomas,
T  ombos e cortes, mal-estar imenso...
O  nde encontrar remédio para a dor?
R  eceita com carinho o bom doutor.
 
BH - 18.10.05 - 08h51m
Dia do Médico


Escrito por lisieux às 20h10 [ ] [ envie esta mensagem ]





RONDEL DA DESPEDIDA
lisieux
(Ao meu amigo Nilson Matos Pereira)
 
  
Hoje o meu dia se encheu de pranto
pela partida do meu mestre amado
.
Somente Deus pode dizer o quanto
eu sentirei sua falta do meu lado.
 
A lágrima escorre... e o desencanto
o peito faz sangrar, desesperado...
Hoje o meu dia se encheu de pranto
pela partida do meu mestre amado
.
 
Tudo é tristeza aqui, neste recanto
que por seus olhos, era iluminado.
Em minha boca se calou o canto,
nosso convívio é coisa do passado.
Hoje o meu dia se encheu de pranto...
 
BH - 12.10.05

Nilson Matos Pereira, poetamigo, foi-se desta vida no dia 12.10.05, dia da criança. Dia adequado para ir morar no céu, um espírito eternamente menino. Esta é uma singela homenagem a um homem digno, engajado, inteligente, alegre, gentil. Foi ele quem me ensinou a modalidade de poema acima, o Rondel. Não está à altura dos dele, é claro. Mas acho que, como bom professor que foi, soube passar-me bem a lição. Espero que a ETP (a sua escola de trovadores e poetas) possa continuar ensinar e aprendendo versos e a agregar amigos do quilate do Nilson.

Beijocas entristecidas

lis



Escrito por lisieux às 20h17 [ ] [ envie esta mensagem ]





GALOPE II

lisieux

Noite de sexta
ele banca a besta,
tira o cabresto,
despe os arreios,
cavalga em pêlo...

Quem sou eu
para contê-lo!

BH - 08.09.05

 



Escrito por lisieux às 03h09 [ ] [ envie esta mensagem ]





lisieux

*"Mas mesmo morto o peito sente dor"
que o amor não morre assim, não deste jeito,
que o efeito da paixão não cessa junto
com o defunto coração no peito

E qual o efeito de sofrer assim,
não cabe a mim, doente, responder
só sei querer, amar, sofrer, por fim
mesmo que seja o meu maior defeito

Não é direito, eu sei, sofrer por ti
porque senti, em todos esses anos,
que nos teus planos, não cabia o amor.

Morri, eu sei, há muito, no teu peito...
Porém meu peito aqui, embora morto
insiste, amado meu, em sentir dor...

BH - 01.10.05

* primeiro verso de Reinaldo Luciano, em CARDIOPOÉTICA. Beijão, querido!

 



Escrito por lisieux às 16h46 [ ] [ envie esta mensagem ]





BERRO


lisieux
.
Berro em tom bem alto,
guturalmente
o grito de um primata
                    que se balança
                    no arvoredo
                    em densa mata
.
Berro à natureza,
aos quatro ventos
às marés...
          Berro aos sopés
          dos montes,
          nas campinas
e berro nas cidades,
nas esquinas
            botequins...
.
.
Berro porque sinto
a dor da humanidade,
das galés...
.
.
            e porque tenho na pele
            as cicatrizes
            os lanhos
            dos chicotes
.
.
e o olhar de pânico
                  mecânico
dos campos
de extermínio.
.

                Berro e o grito
                tenebroso
                e dolorido
sai da alma
cobre-me o corpo
e todos os sentidos...
.
.
                          Berro a solidão dos dias-cinza
                          o frio das estepes
                          e do deserto o ardor...
.
berro porque sinto
o preconceito
            o desespero,
a vergonha
           e a dor.
.
.                         Berro porque sinto
                          o impacto do mundo
                          e o peso dos segundos
.
               berro, enfim,
.
A imensa solidão
da eternidade
e exorcizo essa saudade
                   que há em mim...

.
.
BH - 10.05.04
02h36m

 


 



Escrito por lisieux às 20h32 [ ] [ envie esta mensagem ]





PRIMAVERA

lisieux

De novo a primavera vem chegando
o seu perfume já preenche o ar
São tantas cores, pássaros cantando,
a estação mais bela a exaltar...

Mas para mim, o tempo é uma quimera,
ainda que eu veja a vida que floresce.
E mesmo sendo linda a primavera,
dentro de mim o inverno permanece...

BH - 23.09.05



Escrito por lisieux às 20h16 [ ] [ envie esta mensagem ]





 

TRANSLÚCIDA

lisieux

 

O olho castanho opaco, refletido no espelho do banheiro, foi a última coisa que viu. Depois, sumiu... desapareceu num mundo de faz-de-conta, avesso de tudo.

Custou a se dar conta disso, acostumada que estava a ser ignorada. Demorou a perceber que se tinha tornado definitivamente invisível.  Mulher de cristal através do qual os olhares passavam, indo se fixar em outro ponto.

Bem que tentou fazer-se notar. Tilintou em noites de gala; cristal da Boemia, refletiu o vermelho do vinho, borbulhou o champagne francês; serviu fresca água a lábios sedentos em muitas manhãs.  Também reverberou o brilho do sol em janelas, artísticos vitrais.

Nada adiantou: permaneceu invisível, transparente.

Um dia, deixou-se cair. Delicada peça, partiu-se em mil pedaços.

O companheiro ajuntou os cacos, apenas para não ferir os pés. Jogou os estilhaços pela janela dos fundos, no pequeno quintal...

E... lá ficou ela, refletindo a pálida luz distante das estrelas.

 

BH – 07.08.05

Escrito por lisieux às 00h26 [ ] [ envie esta mensagem ]





 

"E se a paixão há que ser provisória,

que seja louca e linda

a nossa história" - Vinícius de Morais

 

AINDA

lisieux

 

Ainda que a paixão seja como pluma, esvoaçante,

que os sonhos sejam efêmeros,

e durem apenas um rápido instante,

ou passemos nós

e ao sonho tenhamos que prestar contas...

 

Ainda que a nossa história seja breve, fugaz,

passe rapidamente, leve, como aragem

e nós tenhamos que pedir passagem,

abrir caminho... escolher trilhas...

percorrer 100, 1000, milhões de milhas,

ou comprar passagem para lugar nenhum...

 

Ainda que seja provisória a paixão veloz

e que tenhamos que providenciar paragem

depois de termos rodopiado, dançado, 

e nos equilibrado numa corda bamba;

Ou tenhamos sido triturados,

no epicentro de algum furacão...

 

Ainda que tudo seja mutável, desestabilizado,

ainda que dure apenas um segundo o encontro,

que ele fique marcado, indelével, eterno instante..

que seja o mais bonito, o mais doce, o mais vibrante...

 

Que seja, pois, louca e linda a nossa história:

Louca como uma criança... inimputável.

Linda como a vida... incomparável.

 

E que ela fique, eternamente, na memória.

 

BH -  (Do baú - lá pelos idos de 2003...)



Escrito por lisieux às 02h41 [ ] [ envie esta mensagem ]





CANÇÃO DA CHUVA


"...corri à janela
e encontrei a chuva
desenhando outra imagem..."
Ricardo Mainieri - "Paisagens Oníricas"
in "A travessia dos espelhos"

CANÇÃO DA CHUVA
lisieux

Corro à janela e vejo outra imagem
será miragem o vulto sob a chuva?
Será viagem da memória
                            em tua busca?

Será que ofusca o brilho das estrelas
essa lembrança e as águas,
                            a escorrê-la?

Será que é sonho o som do temporal
a sussurrar teu nome no beiral
das telhas?

E nas goteiras, enxurrada,
na torrente d'água
que cai, transborda,
escoa, lava a tarde...

mas só não leva
a dor desta saudade?

BH - 01.08.05



Escrito por lisieux às 00h00 [ ] [ envie esta mensagem ]





LINDO

Oi, amados... feliz demais com o lindo presente acima, do Moacir Índio.  Obrigada, guri!!! Ganhei o "Dia do Amigo" com o presente. Beijocas... lis



Escrito por lisieux às 02h10 [ ] [ envie esta mensagem ]





ALVORADA

lisieux

Misturo-me aos tons da alva e me diluo na luz
que desvirginiza a calma madrugada.
Quando o dia desperta, nele eu me integro,
partícula da mesma claridade que do sol emana.
Esparramo-me liqüefeita sobre a relva, parte
também da terra úmida, madre, fecunda...
e me deixo absorver por ela. Transmuto-me em
seiva, alimento e, no seu seio, pulso.
Vida!
E fico a interrogar-me como  podem os dias
sobreviver às trevas e renascerem, tão iguais;
os mesmos sons e cores; mesma artística paleta
de luz, se o teu sorriso há muito se apagou
e já não mais me conduz...



Escrito por lisieux às 01h27 [ ] [ envie esta mensagem ]





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